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Saint_Cecilia

Histórico

O Coral “Vozes de Euterpe”, de Brazópolis, MG, foi instituido em 12 de maio de 1962. Já se apresentou nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, com mais de1794 apresentações.

 

Participou de diversos Festivais, Encontros e Concursos de Corais. Participou, inúmeras vezes, de missas transmitidas pela Rede Vida, TV Cultura e Rede Globo de Televisão, da gravação de dois LP’s, sob a promoção da Fundação Mineira de Corais.

 

Em julho de 1981, realizou vários concertos nas cidades mineiras de Sabará, Congonhas, Itabirito, João Monlevade, Ouro Preto, São João Del Rei e Belo Horizonte. Em 1983, 84 e 86 participou da gravação de 3 LP’s, sob promoção da Federação Mineira de Corais. No dia 2 de junho de 2001 participou, em Pouso Alegre, da solene sagração episcopal de D. José Francisco Rezende Dias, primeiro bispo brasopolense.

 

Seu repertório é constituído de músicas eruditas, sacras, litúrgicas, populares e folclóricas.

 

Em Brazópolis, o Coral já promoveu 32 Festivais de Natal, sempre com grande sucesso. Em comemoração aos 500 anos de Santo Antônio Maria Zaccaria, (1502-2002), gravou uma missa em honra ao santo fundador dos Padres Barnabitas e das Irmãs Angélicas, gravando também, na mesma ocasião e para o mesmo evento, a missa “Maria, Mãe da Divina Providência”. No ano de 2001, o Coral gravou um CD de Músicas Sacras (Vol. 1), compostas pelos padres verbitas, Pe. João Batista Lehmann SVD, e Pe. Jorge Braun SVD, e foi lançado no ano de 2004, com a presença do Coral “Mater Verbi”, dos Meninos Cantores da Academia de Juiz de Fora, MG. No ano de 2005 foi gravado o Vol. II de Músicas Sacras, em continuidade ao resgate das obras dos padres verbitas, Pe. João Batista Lehmann e Pe. Jorge Braun.

 

O Coral, juntamente com o Instituto Cultural “Via Lucis” e o apoio de várias instituições locais promovem recitais de música erudita, com o objetivo de resgatar a música clássica e estabelecer uma verdadeira política cultural em nosso município. No ano em que o coral completou 45 anos, participou do Terço Solene, em 12 de maio, na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, e da Missa Solene, em 13 de maio, na Praça da mesma Basílica, integrado a um coro de 1200 vozes, sendo ambas as celebrações presididas por S.S. o Papa Bento XVI.

 

No ano de 2011, o Coral Vozes de Euterpe iniciou as comemorações do cinquentenário tendo como primeiro evento, a participação no concerto da Missa, KV 317 "Coroação", de Wolfgang Amadeus Mozart, em Poços de Caldas e Andradas, juntamente com o Coral Camargo Guarnieri, acompanhado pela Orquestra Sinfônica, ambos de Poços de Caldas e com a missa em ação de graças, celebrada por Dom José Francisco Rezende Dias, no dia 15 de maio de 2011, na Igreja Matriz.

 

No ano de 2012, em que comemorou o seu JUBILEU DE OURO, apresentou o concerto da Missa da Coroação de Wolfgang Amadeus Mozart, com o Coral Camargo Guarnieri, de Poços de Caldas, com acompanhamento da Orquestra Sinfônica de Poços de Caldas em 24 de março, às 20h30min na Igreja Matriz de São Caetano e Sant’Ana, de Brazópolis. Nesta apresentação contou com expressivo número de pessoas de Brazópolis e cidades vizinhas, obtendo grande sucesso. Participou das celebrações da Semana Santa com brilhantismo e fé no grande mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

A Musa Euterpe

A história mitológica da música, no mundo ocidental, começou com a morte dos Titãs.

 

Conta-se que depois da vitória dos deuses do Olimpo sobre os seis filhos de Urano (Oceano, Ceos, Crio, Hiperião, Jápeto e Crono), mais conhecidos como os Titãs, foi solicitado a Zeus que se criassem divindades capazes de cantar as vitórias dos Olímpicos. Zeus então partilhou o leito com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, no devido tempo, nasceram as nove Musas.

 

Entre as nove Musas estavam Euterpe (a música) e Aede, ou Arche (o canto). As nove deusas gostavam de frequentar o monte Parnaso, na Fócida, onde faziam parte do cortejo de Apolo, deus da Música.

 

Há também, na mitologia, outros deuses ligados à história da música como Museo, filho de Eumolpo, que era tão grande musicista que quando tocava chegava a curar doenças; de Orfeu, filho da musa Calíope (musa da poesia lírica e considerada a mais alta dignidade das nove musas), que era cantor, músico e poeta; de Anfião, filho de Zeus, que após ganhar uma lira de Hermes, o mais ocupado de todos os deuses, passou a dedicar-se inteiramente à música

Santa Cecília

Era de família romana pagã, nobre, rica e influente. Estudiosa, adorava estudar música, principalmente a sacra, filosofia e o Evangelho. Desde a infância era muito religiosa e, por decisão própria, afastou-se dos prazeres da vida da Corte, para ser esposa de Cristo, pelo voto secreto de virgindade. Os pais, acreditando que ela mudaria de idéia, acertaram seu casamento com Valeriano, também da nobreza romana. Ao receber a triste notícia, Cecília rezou pedindo proteção do seu anjo da guarda, de Maria e de Deus, para não romper com o voto.

Após as núpcias, Cecília contou ao marido que era cristã e do seu compromisso de castidade. Disse, ainda, que para isso estava sob a guarda de um anjo. Valeriano ficou comovido com a sinceridade da esposa e prometeu também proteger sua pureza. Mas para isso queria ver tal anjo. Ela o aconselhou a visitar o papa Urbano, que, devido à perseguição, estava refugiado nas catacumbas. O jovem esposo foi acompanhado de seu irmão Tibúrcio, ficou sabendo que antes era preciso acreditar na Palavra. Os dois ouviram a longa pregação e, no final, converteram-se e foram batizados. Valeriano cumpriu a promessa. Depois, um dia, ao chegar em casa, viu Cecília rezando e, ao seu lado, o anjo da guarda.

Entretanto a denúncia de que Cecília era cristã e da conversão do marido e do cunhado chegou às autoridades romanas. Os três foram presos, ela em sua casa, os dois, quando ajudavam a sepultar os corpos dos mártires nas catacumbas. Julgados, recusaram-se a renegar a fé e foram decapitados. Primeiro, Valeriano e Turíbio, por último, Cecília.

O prefeito de Roma falou com ela em consideração às famílias ilustres a que pertenciam, e exigiu que abandonassem a religião, sob pena de morte. Como Cecília se negou, foi colocada no próprio balneário do seu palacete, para morrer asfixiada pelos vapores. Mas saiu ilesa. Então foi tentada a decapitação. O carrasco a golpeou três vezes e, mesmo assim, sua cabeça permaneceu ligada ao corpo. Mortalmente ferida, ficou no chão três dias, durante os quais animou os cristãos que foram vê-la a não renegarem a fé. Os soldados pagãos que presenciaram tudo se converteram.

O seu corpo foi enterrado nas catacumbas romanas. Mais tarde, devido às sucessivas invasões ocorridas em Roma, as relíquias de vários mártires sepultadas lá foram trasladadas para inúmeras igrejas. As suas, entretanto, permaneceram perdidas naquelas ruínas por muitos séculos. Mas no terreno do seu antigo palácio foi construída a igreja de Santa Cecília, onde era celebrada a sua memória no dia 22 de novembro já no século VI.

Entre os anos 817 e 824, o papa Pascoal I teve uma visão de santa Cecília e o seu caixão foi encontrado e aberto. E constatou-se, então, que seu corpo permanecera intacto. Depois, foi fechado e colocado numa urna de mármore sob o altar daquela igreja dedicada a ela. Outros séculos se passaram. Em 1559, o cardeal Sfondrati ordenou nova abertura do esquife e viu-se que o corpo permanecia da mesma forma.

A devoção à sua santidade avançou pelos séculos sempre acompanhada de incontáveis milagres. Santa Cecília é uma das mais veneradas pelos fiéis cristãos, do Ocidente e do Oriente, na sua tradicional festa do dia 22 de novembro. O seu nome vem citado no cânon da missa e desde o século XV é celebrada como padroeira da música e do canto sacro.